quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Teach me tonight - Ensina-me esta noite

Hoje, ouvi no rádio do carro Teach me Tonight com Aretha Franklin, me lembrei de tê-la ouvido com Dinah Washington, Frank Sinatra, Nat King Cole, Kiri te Kanawa, Etta James, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald.
Resolvi ouvir novamente em casa, pesquisei, descobri muitas outras gravações com muitos outros artistas.
Talvez, seja uma das canções mais gravadas, com instrumental, em ritmo de Chá-Chá-Chá e com as mais variadas e belas interpretações.
Selecionei a letra em inglês e português e os vídeos abaixo para sua audição, com calma, para apreciar as variadas interpretações, arranjos e orquestrações, e assim, você escolher as que mais lhe agradaram.
Boa audição.
A música é de Gene de Paul e a letra de Sammy Cahn, e foi lançada em 1953.


Gene de Paul - 1919 - 1988 - Músico e compositor americano. Teach Me Tonight, You Don't Now Waht Love is, Star Eyes, I'll Remember April, He's My Guy, são algumas de suas mais conhecidas canções. 




Sammy Cahn  - 1913 - 1992 - compositor americano muito conhecido pelas letras românticas para os musicais da Broadway e trilhas sonoras de filmes.
Foi premiado por quatro vezes com o Oscar de melhor canção original.
1954 – "Three Coins in the Fountain" (music by Jule Styne) introduced by Frank Sinatra in the film Three Coins in the Fountain.
1957 – "All the Way" (music by Jimmy Van Heusen) introduced by Frank Sinatra in the film The Joker Is Wild.
1959 – "High Hopes" (music by Jimmy Van Heusen) introduced by Frank Sinatra and Eddie Hodges in the film A Hole in the Head.
1963 – "Call Me Irresponsible" (music by Jimmy Van Heusen) introduced by Jackie Gleason in the film Papa's Delicate Condition.


Teach Me Tonight

Did you say I've got a lot to learn?
Well, don't think I'm trying not to learn
Since this is the perfect spot to learn
Teach me tonight

Starting with the abc of it
Right down to the xyz of it
Help me solve the mystery of it
Teach me tonight

The sky's a blackboard high above you
If a shooting star goes by
I'll use that star to write "I love you"
1000 Times across the sky

One thing isn't very clear, my love
Should the teacher stand so near, my love?
Graduation's almost here, my love
Teach me tonight


ENSINA-ME ESTA NOITE

Você disse que eu tenho muito a aprender? 
Pois bem querido, não pense que estou tentando não 
aprender 
Uma vez que aqui é ótimo para aprender 
Vá em frente, me ensine esta noite 

Começando com o ABC disso 
Direto para a XYZ do mesmo 
Ajude-me a resolver o mistério disso 
Vá em frente, me ensine esta noite 

O céu é um quadro negro, acima de nós 
Se uma estrela cadente passa por aqui 
Vou usa-la para escrever "Eu te amo" 
Mil vezes pelo céu 

Uma coisa não é muito claro, meu amor 
Deveria o professor permanecer tão perto, meu amor? 
Formatura está quase ai, meu amor 
Me ensina esta noite 

Vou usar a estrela para escrever "Eu te amo" 
Mil vezes pelo céu 

Uma coisa não é muito claro, meu amor 
Deveria o professor permanecer tão perto, meu amor? 
Formatura está quase aqui, meu amor 
Me ensina ... 
Oh oh 
Ensina-me esta noite


GRAVAÇÕES DE TEACH ME TONIGHT

Lee Aaron (2000) from the album Slick Chick
Ann-Margret (1961)
Paul Anka
Billie Anthony
Cris Barber (2005)
Count Basie
The Bobbettes (1961)
Janet Brace (1954)
Jaki Byard
Ann Hampton Callaway
Natalie Cole
Nat King Cole
Sammy Davis Jr. (1965)
Blossom Dearie (1958)
The DeCastro Sisters (1954: US No.2; 1959: US No.76)
Neil Diamond
Ella Fitzgerald
The Four Freshmen
Red Garland (1958)
Erroll Garner
Marvin Gaye
Earl Grant (1960)
Helen Grayco (1954)
Buddy Greco
Major Harris
Etta James
Al Jarreau (1981: US No.70)
Chaka Khan
Diana Krall
Patti LaBelle
Cheryl Ladd (1979)
Cleo Laine (1988)
Brenda Lee (1960)
Peggy Lee
Mike Love
George Maharis (1962: US No.25)
Barry Manilow
Jimmy McGriff
The McGuire Sisters
Susan Miller[disambiguation needed]
Ronnie Milsap
Liza Minnelli
Anne Murray (1993)
Freda Payne
Oscar Peterson
Tito Puente
Boots Randolph
James Ray
Tommy Sands (1957)
Diane Schuur (1985)
Frank Sinatra (L.A. Is My Lady) (1984)
Phoebe Snow (1976)
Sonny & Cher
Jo Stafford (1954: US No.15)
Toni Tennille
Sarah Vaughan (1978)
Dinah Washington (1954) Grammy Hall of Fame Award 1999
Mary Wells
Kim Weston
Joe Williams
Nancy Wilson (1960)
Amy Winehouse
George Winston
Stevie Wonder
Eva Pilarová (1962)
Elliott Yamin (2006)
Wanda Jackson(2011)
Aretha Franklin(2014)
Bette Midler (2014
















































































Pesquisa - Vídeos: Wikipédia - YouTube -= Vagalume Letras e Músicas

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Heterofobia - Mundo ao contrário

Excelente vídeo que mostra um mundo onde ser hétero é ser "diferente", ser discriminado, agredido, perseguido. Mostra ainda como uma família "ausente" nos problemas de seus filhos, sem dar apoio, sem tentar compreender suas necessidades e opções, pode levar a um desenlace trágico.

Assista, compartilhe com seus amigos, discuta sobre o tema, reflita e imagine, você, sua família, seu filho ou filha numa situação similar ou numa situação ao contrário, que é a realidade de nossa cultura, contra  a opção sexual  das pessoas.

Porque, espancar, perseguir, maltratar, matar uma pessoa, só porque ela possue uma opção sexual diferente da sua?

Precisamos aprender e ensinar a nossos filhos a serem mais tolerantes, respeitando as diversidades e os valores das pessoas que se sentem "diferentes".

PS: Não perca seu tempo com comentários agressivos, pois não publicarei nada que seja ofensivo ao ser humano. Obrigado por visitar o blog.




Dica do amigo Alaor Matos - Psicólogo Terapeuta, de Juiz de Fora - Minas Gerais

sábado, 15 de novembro de 2014

Carlo Bergonzi - tenor italiano


Carlo Bergonzi, nasceu em 13 de julho de 1924 em Vidalenzo e morreu dia 25 de julho de 2014, aos 90 anos, em Milão, Itália.

Foi um barítono e tenor, considerado um dos melhores interpretes de Verdi e um dos mais importantes tenores do século XX.

Como tenor sempre cuidou de sua voz, evitando ultrapassar os limites, conseguindo assim fazer a durar por mais tempo, cantando até os 70 anos.

Cantou com as principais divas da ópera, Maria Callas, Renata Tebaldi, Monserrat Caballé.
Começou cantando com barítono de depois mudou para tenor.

Durante a sua carreira de 40 anos, atuou nos principais palcos do mundo, como Scala de Milão Metropolitan Opera de NY. 

Gravou 25 óperas e 31 árias de Giuseppe Verdi.


Iniciou seus estudos musicais, em Parma, aos 14 anos.  Estreou em 1948, como barítono, no papel de Fígaro, da ópera O Barbeiro de Sevilha de Rossini.
Em 1951, estreou como tenor, em Bari no Tatro Petruzzelli no papel de Andréa Chénier.

Carlo Bergonzi  em Barcelona - Espanha


Selecionei alguns vídeos, onde você poderá apreciar a belíssima voz de Carlo Bergonzi, sua técnica e a qualidade de suas interpretações.

Boa audição.






















Pesquisa, fotos e vídeos: Internet - Wikipédia - YouTube

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dominguinhos - pegou sua sanfona e voltou para o seu aconchego



José Domingos de Morais - Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, dia 12 de fevereiro de 1941 - morreu em São Paulo, dia 23 de junho de 2013. Foi cantor, compositor e um dos grandes instrumentistas do Brasil, sanfoneiro, herdeiro musical de Luiz Gonzaga, o Lua, a quem teve como um dos seus mestres, além de seu pai mestre Chicão, que foi sanfoneiro e afinador de sanfona e de Orlando Silveira.


Recebeu de presente de seu pai uma sanfona de oito baixos que aprendeu a tocar ainda menino.
Com seus dois irmãos (Moraes e Valdomiro) formou o trio Os Três Pinguins e tocavam para ganhar uns trocados em feiras e portas de hotéis.
Tocou pandeiro, triângulo e depois a sanfona. Tocava muito bem e ficou conhecido como "Neném do Acordeon". 

 O nome artístico de Dominguinhos foi dado por Luiz Gonzaga.

Suas influências musicais foram o baião, choro, forró, xote, bossa nova e jazz.

Tocou e fez parcerias compondo com vários grandes artistas brasileiros.

Selecionei alguns vídeos para sua apreciação.

Boa audição





















Pesquisa - fotos e vídeos: Internet - Wikipédia - YouTube

Você não precisa entender de música para apreciar uma música

Hoje em dia há uma necessidade das pessoas em "entender" sobre muitas coisas, ser um especialista em vinhos, cervejas, cachaça, música, moda, carro, etc.
Criam-se confrarias para se estudar e entender de tudo, tornar-se um "grande" conhecedor, saber harmonizar tudo com alguma coisa.
Para mim, são uns chatos de galocha, uns exibicionistas, que querem mostrar superioridade sobre outras pessoas com as suas "expertises".
Já falei que qualquer dia vou ver um boboca desses lambendo rolha de vinho em alguma churrascaria ou pizzaria rodízio. Porque cheirando, já vi em restaurantes mais ou menos, mais para menos, do que para mais.
E a exibição é total.
Bebida é para se beber com prazer, e de preferência em boa companhia. Beber o que se gosta pelo prazer de beber. Não se preocupando em ler rótulos, que tal bebida "tem" que ser acompanhamento de tal comida e ainda usando uma taça especial para cada tipo de bebida.
Puro marketing , para se vender produtos e se cobrar mais caro, dos tolinhos de plantão.
O mesmo acontece para a comida, a dança, as roupas, o carro, a música.
Morro de rir quando vejo umas peruaças enfeitadas para viajar de avião. Para o exterior então é hilário. Usam casaco de peles alugado ou emprestado e botam aquela bota incrementada e cobrem o corpo de bijus, só por que vão pegar um finzinho de inverno ou início de primavera nas "OROPA".
Viajam desconfortavelmente, mas no maior figurino.
Quanto a música, uma vez um tio me perguntou se eu entendia a letra e a história da ópera que tocava. Respondi-lhe, não entendo nada disso, mas ela me toca a alma e as minhas emoções.
Então seja você mesmo, sinta a vida como quiser, viva como desejar, curta o que gostar como achar melhor e deixe os chatos para lá.
Assista o vídeo abaixo, tire as suas conclusões.
Viva, divirta-se, seja feliz e aprecie a vida como você achar que deva ser.
Afinal, é a sua vida.


Understand Music from finally. on Vimeo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Manoel de Barros - O menino poeta que virou passarinho e voou fora da asa


Manoel Wenceslau Leite de Barros, nasceu em Cuiabá, dia 19 de dezembro de 1916 e faleceu e, Campo Grande, dia 13 de novembro de 2014. Aos 97 anos de idade. Foi um poeta. Deixou uma obra de  33 livros e recebeu 13 muitas premiações.
Escreveu, também, livros de poesias infantis. Dentre suas obras destaco "Livro sobre Nada" (1996) e  "Poesia Completa" (2010).
Carlos Drummond de Andrade o considerou o maior poeta vivo do Brasil.  

Hoje, sua neta em uma rápida entrevista, falou que o "legado da obra de seu avô, era o que ele deixava de mais importante e que com certeza, ele tinha virado um passarinho".

Veja no blog outra postagem que fiz com os 10 melhores poemas de Manoel de Barros.

Acesse: http://juniverso.blogspot.com.br/2014/09/cha-da-tarde-com-manoel-de-barros.html


O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!


Pensamentos e poemas de Manoel de Barros

Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas. E me encantei.

Sou livre para o silêncio das formas e das cores.


Foto: UNIVERSO

Por viver muitos anos dentro do mato

Moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro -
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.


No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal : 
Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro.


A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.


Sou hoje um caçador de achadouros da infância. 
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos.




                                             " A voz de uma passarinho me recita."


Guarda num velho baú seus instrumentos de trabalho
1 abridor de amanhecer 
1 prego que farfalha
1 encolhedor de rios -e 
1 esticador de horizontes




Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.




                                                 
                                                     "Poesia é voar fora da asa.

Fotos: UNIVERSO
Pesquisa: Wikipédia - Internet - Jornal Opção - Revista Bula

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Walmor Chagas - Última cena, último ato de uma vida


Walmor de Souza Chagas, nasceu em Porto Alegre, dia 28 de agosto de 1930, faleceu em Guaratinguetá, no dia 18 de janeiro de 2013.
Foi um ator, diretor, autor e produtor teatral brasileiro. Era viúvo da atriz Cacilda Becker e deixou uma filha, cantora, Maria Clara Becker Chagas.

Na década de 50 muda-se para São Paulo, cursa as Faculdades de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e de Filosofia ambas da Universidade de São Paulo.

No teatro e cinema teve expressivas participações, foi um artista que criou grandes e marcantes personagens.

Criou juntamente com Ítalo Rossio Teatro das Segundas - Feiras e em 1954 estreou no TBC - Teatro Brasileiro de Comédia.

Recebeu vários prêmios por suas atuações no teatro e no cinema.

Na TV atuou em várias novelas e minisséries. Destaques para Locomotivas, vereda Tropical, Eu Prometo, Salsa e Merengue, Coração Alado, A Favorita,, Avenida Paulista, O Pagador de Promessas, os Maias, Mad Maria.

Foi casado por 13 anos com a atriz Cacilda Becker, que faleceu em 1969, aos 48 anos de aneurisma cerebral..

Walmor estava diabético e com degeneração macular, isso o deixava muito triste por não poder mais ler, o que mais gostava de fazer. Aos 82 anos, começou a ficar dependente da filha o que o deixava triste e preocupado, por estar dando trabalho.

Vivia em sua fazenda, onde morreu, num último ato de vida, tal qual o personagem de sua última peça, de 2004, "Um Homem Indignado". No cinema seu último trabalho foi em "A Coleção Invisível", de Bernard Attal.



Cena com Walmor Chagas e Leonardo Vieira (Pedro da Maia), minissérie "Os Mais" - Rede Globo, 2001, de Maria Adelaide Amaral, baseada no romance homônimo de Eça de Queiroz


Cena com Walmor Chagas (Don Afonso) e Fábio Assunção, a morte de Don Afonso, da minissérie "Os Maias".



                  Walmor na cena do filme Valsa para Brun Stein de 2007, de Paulo Nascimento


Walmor Chagas e Cacilda Becker

         O ator Walmor Chagas em cena de seu último espetáculo teatral, "Um Homem Indignado"


Vídeos - fotos e pesquisa: YouTube e Internet - Wikipédia

MPQ - Música Popular de Qualidade - Lua Branca - Chiquinha Gonzaga

Foto: UNIVERSO - Lua cheia vista de minha janela

Minha mulher recebeu de uma amiga e me enviou o vídeo abaixo com a música de Chiquinha Gonzaga - LUA BRANCA.
Publiquei mais dois vídeos com a mesma música nas interpretações de Maria Bethânia e Verônica Sabino e em seguida a letra da música.
Essa é uma música eterna na cultura brasileira. Melodia e letra de rara beleza, simples, onde mais uma vez fica claramente demonstrado que o menos é mais. E que o amor é tema eterno.

Boa audição.

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Interpretação de Marcus Viana e Maria Tereza madeira






LUA BRANCA

Oh, lua branca de fulgores e de encanto, 
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo, 
Vem tirar dos olhos meus, o pranto, 
Ai, vem matar essa paixão que anda comigo. 

Ai, por quem és, desce do céu, ó lua branca, 
Essa amargura do meu peito, ó vem e arranca, 
Dá-me o luar da tua compaixão, 
Oh, vem, por Deus, iluminar meu coração. 

E quantas vezes, lá no céu, me aparecias, 
A brilhar em noite calma e constelada. 
A sua luz então me surpreendia 
Ajoelhado junto aos pés da minha amada. 

Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo, 
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo. 
Ela partiu, me abandonou assim, 
Oh, lua branca, por quem és, tem dó de mim! 


LUA BRANCA

MODINHA, da burleta de costumes cariocas FORROBODÓ

Uma das mais célebres canções brasileiras e das mais conhecidas composições de Chiquinha Gonzaga, a modinha Lua branca tem história cercada de mistério. Foi escrita para a burletaForrodobó, representada no Teatro São José em junho de 1912, como modinha das personagens Sá Zeferina e Escandanhas, cujos versos originais mantêm o espírito de caricatura da peça. Em 1929, apareceu essa versão romântica com o título Lua branca gravada pelo cantor Gastão Formenti, sem que se conheça até hoje a autoria dos versos e do novo título. Entre as duas versões, houve um “arranjo” em disco com o título de Lua de fulgores, pelo cantor R. Ricciardi, pseudônimo do paulista Paraguassu, mas foi a versão gravada por Gastão Formenti, acompanhado ao piano pelo professor J. Otaviano, e a edição das Irmãos Vitale com harmonização feita pelo pianista que se consagrou. Chiquinha Gonzaga teve que reclamar a autoria da modinha, denunciando o plágio e obtendo a vitória através da Sbat, entidade fundada por ela. A versão original foi gravada como cena cômica por Pinto Filho e Maria Vidal, em 1930, com o título de Sá Zeferina. Também a melodia original com versos de Paulo César Pinheiro, tendo como título Serenata de uma mulher, foi gravada por Olívia Hime, em 1998. Já a versão canonizada como Lua branca tem numerosos registros fonográficos por cantores e instrumentistas como Paulo Tapajós, Paulo Fortes, Rosemary, Vânia Carvalho, Maria Bethânia, Verônica Sabino, Leila Pinheiro, Joana, Alessandra Maestrini, Antonio Adolfo, Eudóxia de Barros, Rosária Gatti, Marcus Vianna, Maria Teresa Madeira, Leandro Braga.

Vídeos: YouTube
Letra e pesquisa: Acervo Musical
Chiquinha Gonzaga
Foto: UNIVERSO